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5º Encontro de Busólogos da Bahia

Willian Pontual, membro e moderador Allbus esteve presente no 5º encontro de Busólogos da Bahia, o evento aconteceu no final do mês de Agosto de 2018 na cidade de Itabuna-BA, uma das sede do Grupo Brasileiro.

Pré-evento
Antes mesmo do início do evento o Grupo Brasileiro disponibilizou dois veículos de suas empresas, sendo um pertencente a Rota Transporte Rodoviário com o serviço Zenitte, e o outro da empresa Viação Cidade Sol com o serviço Brillium, ambos Marcopolo Paradiso G7 1350 montados sob Mercedes-Benz O-500 RSD BlueTec 5, os entusiastas foram conduzidos sem custo algum da cidade de Salvador-BA até a cidade de Itabuna-BA, cidade onde acontecera o evento, no trajeto paradas foram feitas para embarque de outros participantes. A saída transcorreu de acordo com o cronograma do evento, foram dadas as boas vindas, distribuídos kit lanches, manta térmica, e todo o auxilio necessário por parte da organização do evento, bem como pelos funcionários do grupo.


Evento
A chegada a Itabuna-BA foi por volta das 7h da manhã, os participantes foram recepcionados pela gestão de marketing, após a recepção estes se deslocaram a sede da empresa, foi servido café da manhã, durante o evento coffee breake, almoço em uma churrascaria da cidade, além de conhecer toda a estrutura do grupo, os entusiastas desfrutaram ainda de um city tour pela cidade de Ilhéus-BA com direito a guia de turismo, foi apresentado o centro histórico da cidade além da famosa casa onde viveu  o escritor Jorge Amado.

Pós evento
Terminado o evento era hora de retornar a cidade de Salvador, o encerramento reservou a maior surpresa, foram utilizados 02 veículos modelos Marcopolo Paradiso G7 1800 DD sob Mercedes-Benz O-500 RSDD BlueTec 5 na versão 8x2, veículos recém chegados ao grupo, sendo realizada a viagem inaugural destes veículos no trajeto de volta, de Itabuna a Salvador-BA.

O Allbus agradece ao Grupo Brasileiro, todos os organizadores pela recepção, bem como as novas amizades formada em prol de um hobby mais saudável, e em nome de Willian Pontual, os agradecimentos especiais a Felipe Pessoa por todo o auxilio e recepção na cidade de Salvador e Wesley Vaz gestor do portal parceiro Rotas Bahia Fotografias, pela hospedagem e desenvoltura neste grandioso evento.
 
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  Mais um Tour concluído com segurança, muitos clicks e novos amigos, breve novos lugares!
 
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Fotos Allbus / Matéria: Willian Pontual

Fabricante - CIFERAL

A Ciferal, Comércio e Indústria de Ferro e Alumínio, foi fundada no município do Rio de Janeiro com instalações em Ramos em 1955 por um imigrante austríaco, Fritz Weissman, ex-funcionário e sócio minoritário da CIRB - companhia de imóveis e representações brasileira, fabricante de carroceria concessionário Mercedes-Benz no Brasil, e um dos fundadores da Metropolitana S.A.

Duralumínio
Fritz trouxe consigo a experiência e tecnologia em fabricação de estruturas rebitadas em perfis duralumínio, padrão por ele desenvolvido em trabalhos anteriores, o duralumínio originário da indústria aeronáutica se mostrou um excelente material na fabricação de carrocerias para ônibus, material leve, resistente a oxidação proporcionando maior vida útil a carroceria e ao chassi, porém com maior valor e complexidade de manipulação em relação ao aço. Em pouco tempo a Ciferal alcançou um padrão de excelência jamais atingido por outras fabricantes.

Em 1957 foi iniciada a produção da empresa, iniciou-se com um modelo urbano, tinha como filosofia objetividade e funcionalidade com visão na qualidade e praticidade, eram fabricados 4 (quatro) unidades por mês, pouco tempo depois foi lançado um modelo rodoviário, em ambos eram dadas extremas atenções aos detalhes internos e externos. O duralumínio permitia que os modelos apresentassem colunas verticais dispensando o uso de complementos estruturais e revestimentos, com isso os modelos apresentavam transparência e leveza aos padrões da época, foi inovado ainda o uso de vibra de vidro para modelagem das cúpulas, acabamentos frontais e traseiros.

Criação da Fabus
Em 1959 foi fundada a Fabus, associação dos fabricante de ônibus por iniciativa de Fritz. As carrocerias da marca pesavam 3 toneladas a menos que as concorrentes, apesar do avanço tecnológico elas não demonstravam o interesse dos empresários do transporte devido o elevado custo, em 1960 produziu com exclusividade sob chassi Mercedes-Benz as Lotações (coletivo de porte intermediário entre o taxi e o ônibus).

Ciferal Comércio e Industria S.A.
No ano seguinte a Ciferal Comercio e Industria S.A. constituiu sua sede própria e voltou suas atividades para o segmento rodoviário, no qual em pouco tempo tornou-se especialista, produziu as primeiras unidades sob Mercedes-Benz LP (motor dianteiro) atendendo a demanda do mercado, isto ia de encontro a filosofia de seu fundador, mesmo não sendo a melhor opção de chassi a qualidade empregada nas carrocerias faziam com que os ônibus da Ciferal se tornassem objetos de desejo, ainda em 1961 a empresa firmou com a Viação Cometa a principal parceria da marca.
 
Durante 10 anos a Ciferal montou sob os potentes chassi Scania B-75 e B-76 os veículos garantiram que a empresa Cometa assegurasse a rota Rio - São Paulo, fato que elevou a condição de fabricante de ônibus, dando visibilidade nacional.

Destaques da marca
As marcas numéricas da empresa evoluíram com bastante rapidez, mantendo sempre a qualidade, após 8 anos do inicio da produção alcançou a marca de 1.000 carrocerias confeccionadas, em menos de dois anos, em 1966, atingiu a marca de 2.000 carrocerias, os números só aumentavam, em 1970 já havia produzido 5.000 carrocerias, logo as carrocerias se descaram sobre as demais, eram evidentes os traços da marca.
 
Com a crise de mercado entre os anos de 1968 a 1971 a Ciferal voltou as atenções para o mercado urbano internacional, apostando na diversificação do segmento. Um acordo informal entre a Ciferal e Metropolitana fazia com que os urbanos da Ciferal só fossem comercializados fora do Rio de Janeiro, mesmo assim a marca terminou o ano de 1971 como a segunda maior fabricante de carroceria, perdendo apenas para a paulista Caio, estando na terceira colocação a fabricante Metropolitana.

Crescimento
Entre os anos de 1971 a 1973 a Ciferal cresceu 26%¨manteve a segunda colocação no ranking nacional, atrás apenas da Caio, sendo seguida pela Eliziário marca pertencente a Marcopolo, a própria Marcopolo e na quinta colocação a Metropolitana.

Crise econômica
Em 1978 a Marcopolo ultrapassa a Ciferal tomando-a o posto de segunda maior fabricante nacional de carrocerias, em 1982 a Viação Cometa rompe unilateralmente o acordo e passa a fabricar seus próprios veículos através da subsidiária CMA, Companhia Manufatureira Auxiliar, a Ciferal perdia um grande cliente, com a recessão interna o mercado despencou em 30%, a empresa passava por grandes dificuldades, salários atrasados, acordos rompidos, greve operária, intervenção policial, até a oficial suspensão temporária das atividades.

Falência
Inúmeros fatores contribuíram para que em 29 de Junho fosse decretada a falência da empresa, altos investimentos em projetos sem retorno financeiro, crescimento desordenado, ocupação da Cabrasma, aquisição e construção de um novo pátio fabril em Nova Iguaçu que jamais fora terminado, inauguração de linhas de produção em Recife e São Paulo, comercialização de produtos da Ciferal pela Condor sem pagamento de direito de produção mediante apenas a um "acordo de cavalheiros", abdicação de um dos maiores mercados mediante outro acordo verbal firmado com a Metropolitana, o amadorismo na administração familiar de Fritz Weissman e sua ingenuidade deixava de lado o profissionalismo, fatores reconhecido por um dos filhos como má administração.

Estatal Ciferal
No ano seguinte, em 1983 a Marcopolo lança a 4ª geração de sua linha rodoviária, conceitos inovadores e tecnológicos a tornam a líder do mercado, a preferência afasta ainda mais uma possível sobrevida da Ciferal ao mercado nacional. Em fevereiro mediante autorização especial da justiça a empresa voltou a produzir, escolhido por credores da massa falida o ex-diretor de vendas foi intitulado como sindico gestor, o recém eleito governado Leonel Brizola encomendou 125 carrocerias para a operadora estatal CTC-RJ, contribuindo para recuperação da marca. Em 1984 a marca fecha a unidade nordestina, a Reciferal.

Em 1985 a Ciferal comemorou a marca da 1.000ª carroceria fabricada após a estatização e recuperação judicial, festejava ainda a quitação quase total da dívida existente através do Banco de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, BD-RJ, em  1987 o BD-RJ levantou a falência e assumiu a diretoria nomeando os administradores.

Em 1988 com a produção de 120 unidades mensais transferiu para a fábrica da CIRB as atividades de acabamento das carrocerias. Em 1991 foi estabilizada a situação financeira da empresa, clientes reconquistados, produtos inovadores sendo apresentado ao público, novos convites eram propostos para projetos desafiadores, surgia a parceria com a Prefeitura de Curitiba e a Volvo para desenvolvimento do primeiro ônibus biarticulado do país, em 1992 consolidado o renascimento da marca muda-se para antiga fabrica da FNM pertencente a Fiat Diesel, localizada no município de Duque de Caxias-RJ, a transição recebeu um processo industrial completamente novo, reduzindo os prazos e custos.

Em 1993 quebrou a regra de produção existente desde os primórdios da marca, lançou o primeiro modelo da marca com estrutura em aço, material menos resistente, porém mais barato. Em 1994 com a mudança de governo no estado do Rio de Janeiro, este optou em privatizar a empresa, mesmo mediante a todos os números positivos dos últimos 2 anos, extinguindo também o BD-RJ.

Privatização
Em 1995 a Ciferal foi leiloada e privatizada, tendo como novos proprietários associados da FRETANSPOR, composta por cerca de 200 empresas do Rio de Janeiro, Espirito Santo e sul de Minas Gerais, criaram a RJ Administração e Participações S.A. para administrá-la. Porém a marca volta a cair em decadência, administrada por empresários conservadores, visavam os interesses particulares de suas empresas deixando de lado o incentivo de novas tendências e tecnologias, resultando na perda da qualidade dos produtos finais, envelhecimento precoce, acumulando prejuízo financeiro.

Em 1999 tendo lançado apenas 2 produtos a RJ Participações decidiu vender a Marcopolo 50% do capital pertencente a Ciferal, rapidamente foi transferido para o pátio fabril toda a tecnologia e projeto de produção pertencente a gaúcha Marcopolo, no mesmo ano a empresa lança mais um produto. 

Marcopolo
Em 2001 a Marcopolo torna-se proprietária total da marca Ciferal, inseriu definitivamente suas politicas industriais, a Ciferal não mais produziria produtos para o segmento rodoviário, concentrando-se em produtos para o segmento urbano, inclusive micro-ônibus das marcas Marcopolo e Ciferal, destinados ao norte do Rio de Janeiro, os produtos rodoviários e urbanos para exportação e destinados aos estados do sul seriam fabricados no pátio gaúcho.

Em 2003 a Ciferal lança o primeiro modelo totalmente projetado em sua nova fase, primeiro modelo desenhado utilizando linhas gráficas, reduzindo aproximadamente 1 tonelada em peso, foi apresentado ainda a nova logomarca da empresa, no ano seguinte foi a vez do lançamento de um modelo para o segmento de micro ônibus, semelhante o modelo urbano o uso da informática ajudou na redução do peso total.

Mesmo sob administração de uma marca outrora concorrente a Ciferal não parou de crescer, porém no ano de 2013 os produtos da marca foram descontinuados, o pátio fabril fluminense passou a ser utilizado para produção exclusiva de produtos da marca da acionista majoritária Marcopolo seguindo o planejamento empresarial global adotado, foram transferidos para o distrito de Xerém em Duque de Caxias-RJ toda a produção dos modelos urbanos do grupo, ficando na serra gaúcha a produção rodoviária, e sendo abandonada a marca Ciferal, passando a adotar a marca Marcopolo Rio.

Legado
Fica na história da empresa o pioneirismo na utilização do duralumínio como matéria principal, o primeiro ônibus brasileiro fabricado com ar condicionado individual para os passageiros, projeto e desenvolvimento do sistema Padron, projeto e implantação do sistema biarticulado de Curitiba-PR.

Em toda sua trajetória a Ciferal manteve seus traços característicos, qualidade e funcionalidade nunca deixaram de ser sinônimos dentro de sua filosofia, o fundador Fritz por inúmeras vezes questionou o monopólio, "já é tempo de se livrar da crise do chassi, que tanto desespera o encarroçador", graças a este visionário empreendedor ficou o legado no transporte nacional e mundial de uma grande fabricante, que com seus erros e acertos proporcionou um enorme avanço na produção de ônibus.

Os modelos produzidos pela CIFERAL:

Urbanos:
- Urbano (1970 - 1976)
- Tocantins (1976 - 1983)
- Solimões (1981 - 1989)
- Padron Amazonas (1982 - 1983)
- Padron Briza  (1983 - 1985)
- Fênix (1983 - 1986)
- Padron Alvorada (1986 - 1991)
- Padron Rio (1991 - 1994)
- Mega Bus (1994 - 1997)
- GLS bus (1994 - 1998)
- Padron Cidade I (1997 - 1999)
- Padron Cidade II (1999 - 1999)
- Turquesa (1999 - 2002)
- Citmax (2003 - 2008)

Rodoviários:
- Cisne (1961 - 1969)
- Papo Amarelo (1961 - 1969)
- Flecha de Prata (1964 - 1974)
- Turbo Jumbo (1969 - 1974)
- Líder (1969 - 1982)
- Dinossauso (1972 - 1982)
- Araguaia (1979 - 1982)
- Tapajós (1981 - 1989)
- Iguaçu (1983 - 1987)
- Pódium (1989 - 1992)
- Cursor (1994 - 1995)
- GLS Intermunicipal (1994 - 1998) 

Micro-ônibus:
- Micron (1986 - 1992)
- Agilis (1997 - 1999)
- Agilis II (1998 - 1999)
- Minimax (2004 - 2007)

Especial:
- Jardineira (1985 - 1992)

Fontes: Lexicar Brasil
Matéria / Pesquisa (Allbus):
 Thiago Alex
 

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